Depois de trabalhar tantos anos, chega a hora de parar, mas nem sempre essa é uma etapa tranquila da vida. A aposentadoria pode representar uma redução significativa da renda, num momento em que as pessoas costumam ter um aumento de despesas, principalmente com a saúde.

Com o envelhecimento populacional, a questão tende a se acentuar. A Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE mostra que os idosos devem representar praticamente um quinto da população brasileira em 2030 e um terço da população em 2060.

Muitas pessoas chegam a essa fase dependendo apenas da previdência social para cobrir suas despesas, porém, nem sempre o valor recebido é suficiente para ter uma vida equilibrada. O Mapa da Inadimplência no Brasil, feito pelo Serasa, mostra que 17% dos cidadãos na faixa de 51 a 70 anos e 10% dos que têm mais de 70 anos estão endividados em nosso país.

Por isso, é importante aproveitar as fases mais produtivas da vida e se preparar para ter tranquilidade ao decidir se aposentar. O primeiro passo é preparar um orçamento pessoal, ou seja, anotar todos os ganhos e gastos. Veja como fazer isso de maneira rápida e simples na matéria 14 aplicativos e ferramentas para ficar com o bolso em dia.

Conhecendo bem a sua realidade financeira, fica mais fácil enxergar oportunidades para poupar e investir no futuro. Veja os passos e as principais informações que você precisa ter em mãos para fazer investimentos. Além disso, é importante entender os tipos de previdência disponíveis para ver qual é a melhor opção para o seu estilo de vida e bolso.

Previdência social

É o benefício pago pelo INSS aos trabalhadores. A previdência social funciona como um seguro controlado pelo governo, garantindo que o contribuinte receba uma renda ao se aposentar e que ele e seus familiares fiquem amparados em casos de doença, acidente ou gravidez, por exemplo.

Na previdência social, todos os trabalhadores contribuem para formar a renda daqueles que irão se aposentar; é o chamado regime de repartição simples. Você paga um valor mensal, formando um bolo que é dividido entre aqueles que estão sendo beneficiados e, quando chegar a sua vez de parar, outras pessoas farão o mesmo.

Essa organização, contudo, anda cada vez menos estável e está em discussão no país a proposta de reforma da previdência, que fechou 2017 com um rombo recorde de quase R$ 270 bilhões, segundo a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda. Isso significa que o volume arrecadado no ano foi menor do que os pagamentos efetuados.

 

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